We Trust – These New Countries (2011)

Fala rapaziada! Hoje vou falar de música portuguesa, com certeza! Se até agora você achava que o som que vem de lá é só o Roberto Leal e seu Bate O Pé ou o mais perto que você, assim como eu, já esteve de ouvir algo de Portugal foi em um vôo da TAP, ainda dá tempo de mudar esse nosso preconceito e vamos começar agora.

Recebi faz um tempo uma lista de bandas de Portugal que a galera curte por lá e me aventurei em ouví-las. Como em todas as listas de bandas, tinham coisas bem ruins, coisas normais e coisas boas que com certeza são as que vão brotar por aqui. A primeira delas é o We Trust com o discoThese New Countries. Um som leve, agradável e bem fácil de ouvir.

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Braid – Closer To Closed (2011)

Capa do EP "Closer To Closed" por Braid

 The Right Time – Do Over – You Are The Reason – Universe Or Worse

Hoje vai um review de uma das minhas bandas favoritas. Braid é uma banda de Urbana, em Illinois, formada em 1993. A banda tinha acabado, mas voltou em 2011 com o álbum Closer To Closed.

Essa banda aproveita a onde de math rock que o Gerardon tem postado aqui. Hoje este rapaz poderia considerar Braid como math rock, mas esse som só tem uma definição: EMO. Não vou ficar aqui dando explicações sobre o que é emo, ou o que não é, já participei de muitas dicussões dessas e estou meio velho pra isso. Mas o Braid é EMO. Hehehehehe. Continuar lendo Braid – Closer To Closed (2011)

Turisas – Stand up and Fight

Turisas é uma daquelas bandas difíceis de explicar: “oficialmente” definida como Battle Metal, eles pegam coral, orquestra, Metal, música tradicional da Escandinávia, uma temática viking e misturam isso tudo para formar uma obra extremamente épica.

Na estrada há 15 anos, a banda finlandesa tem somente três álbuns, todos lançados a partir de 2004. Mesmo assim, Turisas se consagra como um dos nomes mais importantes no cenário do Folk Metal.

Stand up and Fight
Turisas_Stand-up-and-Fight

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Bixiga 70 – Bixiga 70 (2011)

Fala rapaziada! Hoje estamos aqui para mais um post relâmpago porque as tarefas de fora do Garimpo estão pegando basante! Hoje vou falar sobre uma banda que apresenta um excelente trabalho com estilos sonoros que são os dois novos hypes da música cult-bacaninha brasileira: o afrobeat e o ethiojazz (exemplos são Otto, Criolo, BNegão entre outros).

Não sou profundo conhecedor dos estilos e o meu know how vai somente até dois de seus grandes nomes que são o Fela Kuti e o Mulatu Astatke (de quem já falei aqui), representando cada um dos estilos. Mas, em minha calma ignorância, posso dizer que a big band Bixiga 70 apresenta bem em seu disco homônimo e de estreia um trabalho trafega entre esses dois mundos de sonoridade musical bem próxima. Para não ficar sendo redundante, vou colar aqui o release oficial falando sobre o lançamento, que pode ser visto no site deles:

Capa Bixiga 70 (2011)
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isato nakagawa – rainbow chaser

aviso: se você não gosta de música calma e instrumental, passe longe desse post, você com certeza não vai gostar. agora, se você gosta ou quer dar uma chance, vem comigo você. =)

Isato Nakagawa - Rainbow Chaser

para começar, isato nakagawa é um típico velhinho japonês: gentil, calmo e com um péssimo inglês. isso não faz com que ele se comunique mal – pelo contrário, ele se expressa maravilhosamente bem através de seu violão. ele fala sobre sua cultura e seus sentimentos através de um instrumento tipicamente ocidental, o que revela ao público um pouco sobre seu ponto de vista sobre sua cultura de pós-guerra. e sua música é linda.

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Boris, udigrudi japonês e uma road trip

Hoje gostaria de falar sobre outra banda que gosto muito e tenho ouvido bastante. Trata-se do Boris, uma banda japonesa, sem limites para a musicalidade. A expressão disso está nos três discos que vou apresentar, todos lançados em 2001. Já queria escrever sobre o Boris, mas lembrei na road trip que fiz com Luciano e Bernardo.

Mas antes, uma breve introdução à música udigrudi japonesa:

A primeira vez que ouvi a música alternativa japonesa com mais afinco foi com uns 16 ou 17 anos na velha loja de música Navena Muzik. Tinha chegado uma leva de CDs do Japão, incluindo uma coletânea que eu não lembro o nome e procuro lembrar até hoje. Nessa leva de CDs ouvi Melt Banana, Real Reggae, The Futures, Eastern Youth e algumas outras bandas que eu não vou lembrar agora. Todas elas com uma sonoridade estranha, misturas de estilos inimagináveis, reggae com hardcore e trash, muito grind e crust “cult bacaninha”, sons eletrônicos bizarros. Uma farofada inimaginável, que fora do contexto do que é a cena musical japonesa poderia soar como mais uma banda saída da cabeça do Mike Patton. Enfim, gostei muito da experiência, fiquei com vontade de conhecer o Japão só por causa disso, E garimpei, garimpei, garimpei, e garimpo, garimpo…

 

Boris é uma dessas bandas, sem um estilo definido, o que não significa indefinição na sonoridade e na atitude. Essa banda já ganhou prêmios de música “indie”, já foi considerada “emo”, já foi uma das mais vendidas da categoria “doom metal” do Canadá, é considerada “noise” por alguns, “experimental”, “avant garde”, “free jazz”, até os mais modernos “drone”, “sludge”, etc. É tudo isso, merece todos os prêmios e comentários. Continuar lendo Boris, udigrudi japonês e uma road trip

Tangled Hair – Apples (2011)

Tangled Hair é uma banda inglesa de Math Rock, que foi formada pelos integrantes da banda Colour, também de Math Rock/Math Pop. O som deles é bem próximo a outra banda de math rock chamada Up Up Down Down Left Right Left Right B A Start, que provavelmente vai ser postada aqui em algum momento.

Tangled Hair - Apples
Tangled Hair – Apples

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Otto – The Moon 1111 (2012)

Fala rapaziada! O post de hoje vai ser curto porque tô bem enrolado e tenho problemas para resolver pra ontem! Hoje vou falar sobre um cara que divide opiniões. Tem gente que gosta e tem gente que não suporta e olha que não estou falando do Djavan. Hoje vamos falar sobre Otto e o seu novo trabalho The Moon 1111.

Quando converso com as pessoas sobre ele, tem gente que o acha meio mala e tem gente que curte. Tipo o que acontece com o Arnaldo Antunes em sua carreira solo, saca? Geralmente quem acha ele mala é quem conhece a sua carreira solo inicial, que eu nunca parei para ouvir. Eu, em minha humilde existência, curti muito o seu único trabalho solo (ele já fez parte do Mundo Livre S/A) que eu havia escutado, o complexo Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos que possui uma versão inesquecível de Lágrimas Negras. O disco é muito bem trabalhado e ajuda muito para entender o seu novo trabalho.

Otto - The Moon 1111
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ben kweller – changing horses (2009)

qual imagens vem na cabeça quando você pensa em country? pessoas dançando em linha? chapéu de caubói? rodeio?

é, country é um estilo muito estereotipado, assim como a nossa música sertaneja, que, na prática, não passa de música romântica. ninguém lembra do sertanejão mesmo, do tiozinho de setenta anos que mora numa casa no meio do nada e toca violão nas festas de são joão. essa é a diferença entre o country estereótipo e o country que inspirou e desenhou o estilo de ben kweller nesse disco, changing horses.

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Paper Lions – At Long Creek

Não consegui postar semana pois estava sem compuador. (Dell…) E decidi postar esse EP essa semana, apesar de não saber se vale a pena postar EPs, mas se curtir virão mais alguns, ainda assim, acho que esse álbum é único em vários aspectos. Eu não consigo definir exatamente o estilo desse álbum, porque, como Beirut, eles tem muitas influencias diferentes na música deles. Ainda assim é um álbum tranquilo, que me acalma apesar de tudo.

Paper Lions – At Long Creek

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