André Abujamra – Mafaro (2010)

Hoje vou falar de um disco que sempre que paro para escutar acabo descobrindo algo novo. Também não tem como esperar algo muito diferente do André Abujamra, um dos personagens mais plurais e importantes da música brasileira. Aqui venho falar do seu terceiro disco solo: Mafaro.

Mafaro CAPA

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Lançamento: Kao and the Mind Melt – Galaxy EP (2014)

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Primeiro lançamento no Garimpo! E, por coincidência, tem bastante a ver com o que eu vinha falando nos últimos posts: fuzz e psicodelia. Nascida no Rio de Janeiro, Kao and the Mind Melt lança hoje o seu primeiro EP.

Galaxy consiste das três músicas que já estavam disponíveis no SoundCloud e uma introdução e um encerramento instrumentais meio “espaciais”, que combinam perfeitamente com o nome e com a capa do EP, que não consegui entender muito bem, mas que também remete a ficção científica.

Com o EP pronto, a banda pretende lançar mês que vem o clipe de uma música inédita e os shows devem começar logo em seguida.

Ouvir: Bandcamp

  1. Let Then Go
  2. Galaxy
  3. Maybe the Bunny
  4. Throat Punch
  5. Triangle

Contato: Facebook | Soundcloud

Jamiroquai – A Funk Odyssey (2001)

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quem me conhece minimamente sabe o quanto eu gosto de festas e de dançar. digo, o quanto eu não gosto de festas e de dançar. simplesmente não são meu forte, sou mais cara de boteco que de boate. no entanto,  se tem um disco que me obriga a fazer uma dancinha toda vez que ouço, é o A Funk Odyssey, do Jamiroquai.

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Pat Metheny Group – The Way Up (2005)

Pat Metheny é um guitarrista consagrado no mundo do Jazz, já tendo colaborado com todo mundo, de Gary BurtonJaco Pastorius a Milton Nascimento.

Quando eu ouvi o Pat Metheny Group pela primeira vez, num festival de jazz, a primeira coisa que me impressionou foi a quantidade e a variadade de guitarras que ele usava, sempre procurando o timbre certo para o momento certo. E os instrumentos que ele usa são tão diferentes entre si – violão clássico, synth guitar, harp guitar de dezenas de cordas etc. -, que há quem diga que ele faz mais trocas de guitarra num show que a Cher de roupa. A segunda coisa que me marcou foi a música em si, um jazz fusion com uma atmosfera etérea, quase sobrenatural.

O show era o lançamento do The Way Up, que desde então entrou pro meu top 5 melhores álbuns de todos os tempos.

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The Budos Band – The Budos Band (2005)

Confesso que esse post está sendo escrito sobre o efeito nocivo de uma droga sonora recém descoberta: The Budos Band. O que trago para vocês é uma big band americana de afrobeat. Sim! É um bando de branquelos gringos tocando afrobeat ou, como eles mesmo dizem, afro-soul.

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Apesar de parecer pedante, o termo que eles criaram não é lá tão inverossímil assim e a justificativa dada por eles tampouco. Os caras produziram e gravaram todos os seus discos no Daptone’s House of Soul. Esse estúdio é simplesmente o quartel general da Daptone Records, uma gravadora norte-americana que é uma das principais responsáveis pela retomada da estética e produção clássica do soul pelas terras de lá. Resumindo em um único exemplo: eles gravaram boa parte do Back to Black da Amy Whinehouse. Ponto.

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Truckfighters – Phi (2007)

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Truckfighters é como se fosse uma carreta viajando a toda velocidade numa estrada desértica. Aparentemente, tudo é seco, grave e pesado. Em alguns momentos, o som é tão denso quanto um atropelamento. Então, quando você já está quase tendo uma overdose de fuzz: um oásis. As guitarras sossegam, começa uma melodia bonita e reconfortante como se te dissesse: “calma, vai ficar tudo bem.” Isso acontece durante todo o disco. E é bom de verdade. Hoje, ofereço a vocês, direto do “deserto sueco”, mais uma dose de Stoner Rock.

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Mastodon – Once More Round The Sun (2014)

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Olá Galera! Olé novo garimpo! Quanto tempo!

Once More Round The Sun é um disco que não sai do meu rádio há algumas semanas.  É o melhor disco que ouvi lançado esse ano, apesar de se tratar de heavy-metal.  Heavy-metal não é o estilo que mais tenho escutado ultimamente. Na verdade, dizem que é uma banda de metal progressivo, se me falassem antes, não tinha ouvido.

↑↑↑ Disco completo no YouTube. ↑↑↑

Mastodon é uma banda de Atlanta, Georgia e, nesse álbum, faz um som parecido com o que o as bandas de metal têm feito ultimamente. Apesar de já ter feito álbuns mais pesados, lentos e “do mal” anteriormente, dessa vez vieram com um som mais melódico e agradável, sem deixar de ser pesado.

Três dos quatro integrantes cantam na banda, isso é legal porque às vezes você ouve umas vozes mais roucas, vezes algo mais meloso, e um cara que canta igual ao Ozzy (acho que os overdubs me deram essa sensação. As guitarras estão na pressão certa: ótimos riffs e solos de no máximo 30 segundos, sem firula.

Nesse disco, parece que os caras pegaram os últimos 20 anos de música quebrada, meio doideirae empacotaram linadamente, a começar pela capa do disco.  E ao mesmo tempo, parece música para um futuro mais Mad Max.

As três primeiras músicas do álbum (Thread Lightly, The Motherload, High Road) são matadoras. Acho que até a quarta música, quinta, sexta… ah o disco todo.  Soam bem pra qulquer ouvinte do Jota Quest. Se eu fosse um metaleiro, iniciaria qualquer um nesse submundo com esse álbum. Mas como não quero ninguém no caminho do mal, ouçam por sua conta e risco e nada de correntinhas amarradas nas calças se eu os ver por aí.

Eu gosto bastante dos enredos que essas “novas” bandas de metal abordam, usam muitas figuras linguísticas que talvez você vá encontrar em algum livro. Umas são muito boas criando álbuns com campos mais conceituais e outras apenas tentam. No caso desse disco do Mastodon, eles ainda lidam com muitos enredos interessantes, mas muito bem codificados. A maioria das letras são bem positivas, pra acabar com esse preconceito sempre fala de capetismo e pronto. Paisagens e figuras místicas fazem parte da brincadeira, mas de uma forma bem “pra cima”.

Ouçam com bastante amor e carinho, e esse álbum vai ficar no seu coração.

Armandinho Macêdo – Guitarra Baiana – Guibai Ao Vivo (2014)

Eu conhecia o Armandinho Macêdo só de nome, como um dos criadores do trio elétrico e membro da banda de suporte dos Novos Baianos, A Cor do Som. Por isso, quando o Rdio me recomendou esse álbum explicitamente por causa do meu gosto por Steve Vai, achei que fosse um bug hilário do sistema de recomendação e resolvi ouvir. E, para a minha surpresa, essa ligação faz todo o sentido.

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