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Mastodon – Once More Round The Sun (2014)

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Olá Galera! Olé novo garimpo! Quanto tempo!

Once More Round The Sun é um disco que não sai do meu rádio há algumas semanas.  É o melhor disco que ouvi lançado esse ano, apesar de se tratar de heavy-metal.  Heavy-metal não é o estilo que mais tenho escutado ultimamente. Na verdade, dizem que é uma banda de metal progressivo, se me falassem antes, não tinha ouvido.

↑↑↑ Disco completo no YouTube. ↑↑↑

Mastodon é uma banda de Atlanta, Georgia e, nesse álbum, faz um som parecido com o que o as bandas de metal têm feito ultimamente. Apesar de já ter feito álbuns mais pesados, lentos e “do mal” anteriormente, dessa vez vieram com um som mais melódico e agradável, sem deixar de ser pesado.

Três dos quatro integrantes cantam na banda, isso é legal porque às vezes você ouve umas vozes mais roucas, vezes algo mais meloso, e um cara que canta igual ao Ozzy (acho que os overdubs me deram essa sensação. As guitarras estão na pressão certa: ótimos riffs e solos de no máximo 30 segundos, sem firula.

Nesse disco, parece que os caras pegaram os últimos 20 anos de música quebrada, meio doideirae empacotaram linadamente, a começar pela capa do disco.  E ao mesmo tempo, parece música para um futuro mais Mad Max.

As três primeiras músicas do álbum (Thread Lightly, The Motherload, High Road) são matadoras. Acho que até a quarta música, quinta, sexta… ah o disco todo.  Soam bem pra qulquer ouvinte do Jota Quest. Se eu fosse um metaleiro, iniciaria qualquer um nesse submundo com esse álbum. Mas como não quero ninguém no caminho do mal, ouçam por sua conta e risco e nada de correntinhas amarradas nas calças se eu os ver por aí.

Eu gosto bastante dos enredos que essas “novas” bandas de metal abordam, usam muitas figuras linguísticas que talvez você vá encontrar em algum livro. Umas são muito boas criando álbuns com campos mais conceituais e outras apenas tentam. No caso desse disco do Mastodon, eles ainda lidam com muitos enredos interessantes, mas muito bem codificados. A maioria das letras são bem positivas, pra acabar com esse preconceito sempre fala de capetismo e pronto. Paisagens e figuras místicas fazem parte da brincadeira, mas de uma forma bem “pra cima”.

Ouçam com bastante amor e carinho, e esse álbum vai ficar no seu coração.

The Upsetters – The Good, The Bad & The Upsetters (1970)

Capa do disco The Good, The Bad & The Upsetters

Capo – Phil The Fluter – Guns Of Navarone – What Did You Say – Straight To The Head – Red or Ded – Mellow Mood – Family Man – Oney – Mama Look – Snow White – Fook Noos

 

The Upsetters! Muitos já devem ter ouvido essa banda e com certeza já ouviram alguém dessa banda tocando em algum disco. É a banda “do quintal” do produtor Lee “Scratch” Perry,  o homem que “pirateou” Bob Marley pra Inglaterra e o fez estourar no mundo todo, o homem que fez o laboratório de criação do dub, o homem com 27 mulheres espalhadas pelo mundo (dizem), hoje com 76 anos e na ativa, enfim, uma lenda vida. Continuar lendo The Upsetters – The Good, The Bad & The Upsetters (1970)

Bob Mould – Silver Age (2012)

Capa do disco "Silver Age" por Bob Mould

Star Machine – Silver Age – The Descent – Briefest Moment – Steam Of Hercules – Fugue State – Round The City Square  – Angels Rearrange – Keep Believing – First Time Joy 

Bob Mould é um cara da barba e cabelos brancos, careca, um coroa com cara de gente boa. Mas nem sempre foi assim, Bob Mould foi líder da banda Husker Du, do punk rock dos anos 80. Essa banda talvez seja a fundadora de quase tudo que se ouviu do rock nos anos 90 (college rock, grunge, punk rock melódico, emo, blablabla). Mas, vamos ao disco.

Fiquei sabendo do disco quando vi a gravação de Bob Mould em um talk show americano. Fiquei espantado, Bob Mould na TV americana, deve ser importante. Ele foi tocar com a mesma energia do Husker Du, um som um pouco mais pop, filtrado por tudo feito desde aqueles anos, mas ainda energético e melódico. Continuar lendo Bob Mould – Silver Age (2012)

Hepcat – Right On Time (1997)

Right On Time

Right On Time – I Can’t Wait – Goodbye Secret – The secret – Pharoah’s Dreams – No Worries – Mama Used To Say – Rudies All Around – Tommy’s Song – Nigel – Together Someday – Baby Blues – Open Season… Is Closed

 

Nesse post quero apresentar a banda de ska Hepcat.

Mas antes, me deixem ajudar um outro post que fala sobre ska aqui no Garimpo.

O fato de achar que ska é qualquer música com palhetada pra cima que no seja reggae me incomoda muito por descontextualizar um estilo musical totalmente, sem saber de onde veio, por onde passou ou pra onde vai. Pretendo me aprofundar sobre isso apresentando o Hepcat.

Hepcat é uma banda de ska de terceira geração, ou third-wave, formada na California em 1993. É uma banda que contribuiu e contrbui bastante para disseminação da música jamaicana no mundo. Músicos muito bons, músicas que andam do ska ao dub passando por um pouco de música caribenha e jazz. Essa banda também se inclui no mesmo contexto do Slackers, e até bandas mais pesadas como Rancid e outras dos tempos áureos da gravadora Epitaph e seu subselo Hellcat. Continuar lendo Hepcat – Right On Time (1997)

Aeroblus – Aeroblus (1977)

Capa do disco Aeroblus

Vamos a Buscar La Luz – Completamente Nervioso – Tema solisimo – Arboles Difusores – Vendriamos a Buscar – Aire En Movimiento – Vine Cruzando El Mar – Nada Estoy Sabiendo – Sofisticuatro – Buen Tiempo

Aeroblus é uma banda dos anos 70 da Argentina, meio formada no Brasil, com uma baterista brasileiro. Vou dizer que não conheço muito sobre o som nem sobre a banda, mas visitem o site oficial dos caras porque tem muita informação legal.

Esse disco merece ser ouvido por qualquer fão de rock. Talvez o som da banda nem chegue a ser cok, é um blues pesadíssimo. Outros podem dizer que é hard-rock. Não vou dizer do que se trata porque sei pouco sobre esses limites.

Eu conheci Aeroblus em uma garimpada distraída quando estava pela Lapa e tinha uma banda tocando isso ae. Estava com um amigo, Rodirgo, DJ Chile do Heavy Duty (heheheh), e ele me disse que era um cover de Aeroblus e que a banda era muito boa e tal. Fui ouvir.

O disco é ótimo, sinal de que a América Latina faz rock muito, mas muito bom. A gravação do disco você já pode imaginar: Rock na Argentina dos anos 70, mas os ruídos dão mais poder ao som.

Eu estou ouvindo esse disco centenas de vezes, sem cansar, as músicas são todas hits em potencial.

Gostei muito e estou ouvindo bastante. O que tenho pra dizer é: Som Poderoso.

Obs: se alguém tiver esse álbum em vinil pra me vender, entre em contato.

Jimmy Cliff – Rebirth (2012)

Capa do disco "Rebirth" por Jimmy Cliff

Isso mesmo: Jimmy Cliff, o homem conhecido por Reggae Nights. Lançou um disco novo, produzido por Tim Armstrong, guitarrista do Rancid e Operation Ivy. Nada a ver? Não. Esse disco tem skazões pra curtir em qualquer caixa de som.

Quando ouvi o disco pela terceira vez já passei a afirmá-lo como o melhor disco do ano (na minha humilde opinião).
Continuar lendo Jimmy Cliff – Rebirth (2012)

Braid – Closer To Closed (2011)

Capa do EP "Closer To Closed" por Braid

 The Right Time – Do Over – You Are The Reason – Universe Or Worse

Hoje vai um review de uma das minhas bandas favoritas. Braid é uma banda de Urbana, em Illinois, formada em 1993. A banda tinha acabado, mas voltou em 2011 com o álbum Closer To Closed.

Essa banda aproveita a onde de math rock que o Gerardon tem postado aqui. Hoje este rapaz poderia considerar Braid como math rock, mas esse som só tem uma definição: EMO. Não vou ficar aqui dando explicações sobre o que é emo, ou o que não é, já participei de muitas dicussões dessas e estou meio velho pra isso. Mas o Braid é EMO. Hehehehehe. Continuar lendo Braid – Closer To Closed (2011)