Crônicas, personagens e Vinny

Sempre gostei de prestar atenção nas letras das músicas. Confesso que sou um cara que não curte muito música instrumental por ter o defeito de não conseguir construir um sentimento com aquilo – salve algumas exceções. E, sobre as letras, as que mais gosto são aquelas que falam do cotidiano e dos personagens do dia-a-dia.

Não queria cair naquele papo do “músico cronista”, mas isso acaba sendo inevitável. E, quando falamos desse tipo de compositor, dois nomes já estão até batidos: Noel Rosa e Chico Buarque. Os dois foram de fatos grandes compositores que retrataram diversos perfis humanos em suas canções. Mas, como tenho apenas 23 anos, não dá para bancar o hipster que aprendeu a gostar com esses caras – apesar de ouví-los bastante. Então, aqui vai uma confissão: aprendi a gostar desse tipo de letra ouvindo Vinny.

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Lucas Santtana – O Deus Que Devasta Mas Também Cura (2012)

Fala rapaziada! Hoje estou aqui novamente para apresentar o que, na minha opinião, é um dos melhores discos que peguei para ouvir recentemente. O Deus Que Devasta Mas Também Cura (nome da faixa que abre o álbum) é o mais novo trabalho do baiano Lucas Santtana e é bem diferente do seu último, o semi conceitual Sem Nostalgia. Ouça no Grooveshark enquanto lê!

Conheci ele lá por 2007 quando o assisti interpretando canções de Noel Rosa no programa Som Brasil com uma versão 2.0 de Filosofia. Mas, mesmo homenagendo Noel, vale dizer que o som dele não é samba. Pelo menos não completamente…

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Apresentação / Bob Dylan – Writings and Drawings

Oi,

Eu sou o Eduardo, aka Stalinho, estarei escrevendo a cada duas semanas no garimpo.fm. Nada que eu fale nessa apresentação pode definir meu gosto musical. Porém, gostaria de me apresentar não com um disco, mas um livro musical, e duas lendas.

O livro…

O livro que venho apresentá-los é Writings and Drawings do Bob Dylan. Bob Dylan é aquele coroa antipático de voz anasalada que canta folk e fez um show por essas bandas com ingressos à singelos R$500,00. Sou muito fã desse cara, meio que de graça, ele não fez nada pra mim, mas é um ótimo poeta e eleva a música folk (meio chata, na minha opinião) para outro nível. Bob Dylan já teve cara de criança em 1962, quando lançou seu primeiro disco e quando esse livro foi lançado não era tão velho assim. Isto dito, vamos ao livro…

Bob Dylan - Writings and Drawings

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Diablo Swing Orchestra – Sing Along Songs for the Damned and Delirious

Quem vê meu cabelo comprido automaticamente assume que ouço Metal. Bem, isso é verdade, mas esse não é o  único gênero que escuto. Por isso, resolvi escolher como primeiro post uma banda de Metal, mas que consegue  passear por diversos estilos musicais que aparecerão nas minhas postagens nesse blog.

Diablo Swing Orchestra é  uma banda sueca de avant-garde metal, um gênero saco-de-gatos que abrange estilos que não se encaixam em  nenhum outro rótulo. Como diz o nome, eles têm grande influência do Swing e das Big Bands, mas ao mesmo tempo com muitos elementos da música clássica.

Inicialmente formada por 6 integrantes (bateria, 2 guitarras, vocal, baixo e violoncelo), ela recentemente incorporou outros dois membros que sempre faziam participações especiais: um trombonista e um trompetista.

Sing Along Songs for the Damned and Delirious

Sing-Along-Songs

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Apresentação / Maybeshewill – I Was There For A Moment, Then I Was Gone

Para primeiro post no blog eu já tava com tudo escrito a pelo menos 2 semanas. E mais de um mes de postagens planejado. Até que escutando Maybeshewill eu entendi que não é isso. Não é isso que eu quero colocar aqui, não uma série de posts meticulosamente cronogramados. Quero postar aqui o que for importante e condizente com o meu estado de espírito durante a semana, seja bom ou ruim.

Maybeshewill é uma banda instrumental inglesa que começou em 2005. E de 2005 pra cá lançou três álbuns, Not For Want of Trying, Sing The Word Hope in Four-Part Harmony e I Was There For a Moment, Then I Was Gone. Eu escolhi o I Was There For a Moment, Then I Was Gone. Durante esse post vou “analisar”/”descrever”/”me importar com” esse álbum, porque a melhor forma de passar o que alguma coisa quer realmente transmitir é se importar com ela, porque se importando com essa coisa que você vai realmente dar valor ao sentido, e caso esse não exista, dar o sentido.

I Was There For A Moment, Then I Was Gone

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Apresentação / Ogi – Crônicas da Cidade Cinza (2011)

Fala ae rapaziada! Bem, acho que antes de ir direto ao business, vou fazer um pouco como o Luciano e fez e fazer uma breve apresentação.

Bem, meu nome é Bernardo e gosto majoritariamente de música brasileira e isso é basicamente tudo o que há para saber de mim. Gosto muito de descobrir novos movimentos, sons e bandas tupiniquins. Gosto também de pesquisar os movimentos que tivemos tendo como favoritos a tropicália, tudo que vem de recife e a nova música popular brasileira. No momento atual, estou curtindo muito construir conhecimento sobre o rap e é com isso que vou começar hoje.

Vou estrear contribuindo com meus dois centavos falando sobre o disco Crônicas da Cidade Cinza do rapper Ogi. Não conhecia o cara até ter ouvido o disco e confesso que foi uma excelente surpresa que brotou na minha estante!

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Aperte o Play

Às vezes não basta ouvir uma música, um álbum, uma banda. Às vezes gostamos tanto do que ouvimos, que precisamos compartilhar com os nossos amigos. Queremos que eles ouçam também.

Foi dessa necessidade de recomendar músicas novas aos amigos que surgiu o Garimpo FM. Ao invés de simplesmente trocar informações entre nós sobre as bandas que descobrimos, decidimos criar um blog para compartilhar esses achados com todos. Somos 6 caras com gosto musical e formas de escrever diferentes. Cada um terá a sua sessão e falará sobre o que bem entender, da forma que bem entender. Desde que seja música, tá valendo. E tentaremos sempre disponibilizar uma forma dos leitores ouvirem as músicas, para poupá-los do trabalho de ter que pesquisar. Esse trabalho é nosso.

Então se quiser ouvir algo além do que toca no rádio, vem com a gente e aperte o play.