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Pedro The Lion – Winners Never Quit (2000)

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escrevi esse post pelo menos seis vezes até agora. comecei pensando em fazer algo um pouco mais longo pra compensar minha falta de post semana passada, e percebi nesse disco, um dos meus preferidos, uma narrativa assustadora. tive que parar e começar de novo o disco algumas vezes pra me certificar que, sim, essa narrativa estava lá.

David Bazan é um mestre em disfarçar críticas ácidas em músicas que soam inocentes, e esse disco, que vou dissecar música a música, é o perfeito exemplo. me acompanhem nessa jornada pelo disco Winners Never Quit, do Pedro The Lion, o disco que funde perfeitamente a música e a forma de contar histórias.

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Boris, udigrudi japonês e uma road trip

Hoje gostaria de falar sobre outra banda que gosto muito e tenho ouvido bastante. Trata-se do Boris, uma banda japonesa, sem limites para a musicalidade. A expressão disso está nos três discos que vou apresentar, todos lançados em 2001. Já queria escrever sobre o Boris, mas lembrei na road trip que fiz com Luciano e Bernardo.

Mas antes, uma breve introdução à música udigrudi japonesa:

A primeira vez que ouvi a música alternativa japonesa com mais afinco foi com uns 16 ou 17 anos na velha loja de música Navena Muzik. Tinha chegado uma leva de CDs do Japão, incluindo uma coletânea que eu não lembro o nome e procuro lembrar até hoje. Nessa leva de CDs ouvi Melt Banana, Real Reggae, The Futures, Eastern Youth e algumas outras bandas que eu não vou lembrar agora. Todas elas com uma sonoridade estranha, misturas de estilos inimagináveis, reggae com hardcore e trash, muito grind e crust “cult bacaninha”, sons eletrônicos bizarros. Uma farofada inimaginável, que fora do contexto do que é a cena musical japonesa poderia soar como mais uma banda saída da cabeça do Mike Patton. Enfim, gostei muito da experiência, fiquei com vontade de conhecer o Japão só por causa disso, E garimpei, garimpei, garimpei, e garimpo, garimpo…

 

Boris é uma dessas bandas, sem um estilo definido, o que não significa indefinição na sonoridade e na atitude. Essa banda já ganhou prêmios de música “indie”, já foi considerada “emo”, já foi uma das mais vendidas da categoria “doom metal” do Canadá, é considerada “noise” por alguns, “experimental”, “avant garde”, “free jazz”, até os mais modernos “drone”, “sludge”, etc. É tudo isso, merece todos os prêmios e comentários. Continuar lendo Boris, udigrudi japonês e uma road trip

Paper Lions – At Long Creek

Não consegui postar semana pois estava sem compuador. (Dell…) E decidi postar esse EP essa semana, apesar de não saber se vale a pena postar EPs, mas se curtir virão mais alguns, ainda assim, acho que esse álbum é único em vários aspectos. Eu não consigo definir exatamente o estilo desse álbum, porque, como Beirut, eles tem muitas influencias diferentes na música deles. Ainda assim é um álbum tranquilo, que me acalma apesar de tudo.

Paper Lions – At Long Creek

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eels – blinking lights and other revelations (2005)

 

já que o dia tá frio e chuvoso no rio de janeiro, decidi vir com uma música mais calminha pra combinar. o álbum que escolhi dessa vez foi o disco duplo blinking lights and other revelations, do eels. sim, disco duplo. mas, sério, dêem uma olhada, porque é um disco de estimação.

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review: david bazan – strange negotiations

sou um cara que gosta de palavras. na verdade, gosto de significado, e esse é o maior motivo de não gostar de músicas com letras ou melodias sem poder, sem razão, sem motivo. isso não quer dizer que elas têm que ser complexas, cheias de letras complicadas e solos monumentais. david bazan é um dos exemplos de músicos simples e poderosos. nada de guitarras complicadas ou baterias absurdas; simples músicas, com notas e letras diretas,  prontas pra mudar alguma coisa.

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