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Riot Fest Chicago (2014) – Parte 2 – Gogol Bordello e Offspring

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Gogol Bordello é uma das bandas mais interessantes que tem por aí. Tem violino e acordeão, músicas cantadas em inglês, ucraniano, espanhol e português, 8 integrantes que dominam completamente o palco e uma mistura absurda de nacionalidades. Tem Ucrânia, Equador, Rússia, Etiópia, China e mais alguns outros! Isso faz com o que o som deles seja bem diferente de tudo. E o show é sempre incrível, mas o tempo ainda estava horroroso.

De onde eu estava, bem lá atrás na platéia, eu via que as pessoas estavam gostando do show, mas não dava pra se animar muito. Tava muito frio e molhado pra dançar, então bater os pés no chão (na lama) era o máximo que dava pra fazer. As mãos só saíam do bolso pra bater palma entre as músicas. Merecidas, porque em cima do palco, o pessoal tava muito mais animado. O show estava sendo ótimo como sempre.

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Riot Fest Chicago (2014) – Parte 1 – NOFX

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Na minha adolescência anarco-punk-sindicalista-poser, as minhas bandas preferidas eram Pennywise e Offspring. E o Smash, segundo disco do Offspring, era o meu álbum favorito. Quando eu descobri que a banda estaria fazendo uma turnê especial de 20 anos do Smash e que iriam tocar o disco inteiro, eu decidi que assistiria um dos shows. Só faltava escolher o lugar. E, nas minhas pesquisas, eu descobri o Riot Fest. Segue abaixo o modesto lineup da edição deste ano.

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O lineup já tinha me impressionado o bastante para querer ir, só que, além disso, esta seria a edição especial de aniversário de 10 anos do festival. E, para comemorar, além do Offspring tocando Smash, outras 9 bandas tocariam na íntegra os seus álbuns mais icônicos. Sendo estes:

The Offspring – Smash
Descendents – Milo Goes to College
NOFX – Punk in Drublic
Weezer – The Blue Album
Slayer – Reign in Blood
Jane’s Addiction – Nothing’s Shocking
Cheap Trick – Heaven Tonight
Samhain – Initium
Naked Raygun – Throb Throb
The Get Up Kids – Something to Write Home About

Simplesmente absurdo. Comprei o ingresso, comprei as passagens e fui pra terra de Al Capone.

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Bob Mould – Silver Age (2012)

Capa do disco "Silver Age" por Bob Mould

Star Machine – Silver Age – The Descent – Briefest Moment – Steam Of Hercules – Fugue State – Round The City Square  – Angels Rearrange – Keep Believing – First Time Joy 

Bob Mould é um cara da barba e cabelos brancos, careca, um coroa com cara de gente boa. Mas nem sempre foi assim, Bob Mould foi líder da banda Husker Du, do punk rock dos anos 80. Essa banda talvez seja a fundadora de quase tudo que se ouviu do rock nos anos 90 (college rock, grunge, punk rock melódico, emo, blablabla). Mas, vamos ao disco.

Fiquei sabendo do disco quando vi a gravação de Bob Mould em um talk show americano. Fiquei espantado, Bob Mould na TV americana, deve ser importante. Ele foi tocar com a mesma energia do Husker Du, um som um pouco mais pop, filtrado por tudo feito desde aqueles anos, mas ainda energético e melódico. Continuar lendo Bob Mould – Silver Age (2012)

The Ex – Turn (2004)

Hoje vou fazer um review de uma banda com um som meio indefinido. Alguns chamam de punk, post-punk, rock alternativo, etc. Mas nada disso faz sentido pra essa banda.

Disco 1
Listen to the Painters (04:13)
Prism Song (05:52)
Dog Tree (06:28)
Getatchew (05:05)
The Pie (08:47)
3:45 AM (05:26)
IP Man (08:27)

Disco 2
Theme from Konono (08:25)
Huriyet (05:12)
Sister (06:25)
Confusion Errorist (04:50)
The Idunno Law (05:11)
Henry K (05:00)
In The Event (07:43)

The Ex é uma banda da Holanda que leva os ideais e o engajamento do punk e do DIY desde 1979. Porém, o som e as letras, hoje em dia, não tem muito a ver com o punk de 1979, apesar de alguns discos levarem isso. Nenhuma referência que leve ao som dessa banda será menos obscuro. O que me faz gostar dessa banda é a experimentação e capacidade de fazer um som engajado sem vomitar palavras de ordem, independente e despreocupado.

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Streetlight Manifesto – Somewhere in the Between (2007)

Eu não entendo nada de ska e suas variações. Não sei dizer se uma banda toca ska punk, skacore, ska jazz, ska sertanejo ou simplesmente ska “puro”, se é que isso existe. Na minha ignorância, ska é qualquer música na qual o guitarrista toca dando palhetada pra cima e não é reggae.

Dito isso, posso afirmar duas coisas sobre o som do Streetlight Manifesto:

  1. É, definitivamente, algum tipo de ska
  2. É bom pra cacete

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